Em seu ensaio
“A ética da crença”, W. K. Clifford escreve que “É sempre incorreto a
qualquer pessoa, não importa onde, crer em qualquer coisa debaixo de
evidência insuficiente”. Essa declaração frequentemente citada parece
expressar a muitas pessoas a essência do bom senso e da racionalidade;
porém demonstraremos a seguir que ela é de fato tola e ingênua.
Primeiro,
nós devemos entender corretamente a afirmação de Clifford considerando o
seu caráter universal. Dizer que o princípio se aplica “sempre” e “não
importa onde” indica que ele transcende culturas e eras, e dizer que ele
se aplica “a qualquer pessoa” e “qualquer coisa” elimina qualquer
exceção. Assim, o princípio proposto se aplica a toda e qualquer crença
sem exceção.
O
problema imediato é que o princípio falha em justificar a si mesmo.
Qual evidência nós temos de que “É sempre incorreto a qualquer pessoa,
não importa onde, crer em qualquer coisa debaixo de evidência
insuficiente”? O princípio em si é declarado como verdadeiro, e,
portanto, deve satisfazer as exigências que propõe. A menos que nós
tenhamos evidência suficiente para dizer que devemos ter evidência
suficiente para crer em qualquer coisa, a declaração se autodestrói.
Em
adição, o que Clifford quer dizer por “incorreto”? Ele não pode estar
querendo dizer factualmente incorreto, pois uma pessoa pode crer em algo
que seja factualmente correto, mesmo acidentalmente, sem ter evidência
suficiente para a crença. Visto que o seu ensaio discute a “ética da
crença”, nós deveríamos assumir que por “incorreto” ele quer dizer
moralmente incorreto. Ou seja, ele está dizendo que é sempre moralmente
incorreto crer em qualquer coisa sem evidência suficiente. Mas se ele
quer dizer que é moralmente incorreto crer em qualquer coisa sem
evidência suficiente, nós precisamos indagar a fonte dessa definição de
moralidade, e se há evidência suficiente para ele adotar tal definição.
Então, a menos que a sua definição de moralidade seja absoluta e
universal, por qual autoridade ele impõe essa moralidade sobre as
pessoas?
E
sobre a palavra “evidência”? Qual é a definição que Clifford dá para
evidência, e por qual autoridade ele usa e impõe essa definição sobre o
restante da humanidade? As pessoas discordam acerca do que constitui
evidência para sustentar uma crença. Durante o debate entre o apologista
cristão Greg Bahnsen e o ateu Gordon Stein,[1] uma pergunta da
audiência remetida a Stein indagava “O que representaria ao senhor
evidência adequada da existência de Deus?”. Dr. Stein respondeu:
Se
este palco subitamente se elevasse no ar à altura de cinco pés [cerca
de um metro e meio], permanecesse assim por um minuto e então voltasse
ao seu lugar, eu diria que essa seria uma evidência do sobrenatural,
pois violaria tudo o que sabemos sobre as leis da física e da química,
assumindo que não havia um motor embaixo ou um cabo preso ao palco —
fazendo as óbvias exclusões. Essa seria evidência do sobrenatural, a
violação de leis… ou chamaríamos isso talvez de milagre bem diante dos
nossos olhos. Essa seria uma evidência que eu aceitaria. Qualquer tipo
de ser sobrenatural fazendo aparições e realizando milagres que não
pudessem ser passes de mágica seria também evidência que eu aceitaria.
É
mesmo? Coisas mais estranhas têm acontecido do que levitações
inexplicáveis de objetos físicos. Ateus não as chamam de milagres, mas
consistentes com suas pressuposições, assumem que se tratam de eventos
naturais que podem ser explicados por causas naturais. Mesmo que não
possam descobrir imediatamente as causas naturais desses eventos, eles
continuam assumindo que pesquisas futuras descobrirão. Segundo eles, o
que os povos primitivos criam ser eventos sobrenaturais, os cientistas
podem agora explicar por causas naturais — na cosmovisão ateísta os
milagres são descartados desde o início.
A
cosmovisão de Stein rejeitaria a aparição de um ser sobrenatural como
evidência de Deus ou do sobrenatural, uma vez que suas pressuposições
excluem a existência desses seres; antes, todo e qualquer evento é
explicado com base na suposição de que não existem tais coisas.
Portanto, todas as aparições sobrenaturais são relegadas a alucinações
das pobres vítimas enganadas. A resposta do Dr. Stein não foi apenas
amadora, foi mentirosa. Jesus disse: “Se não ouvem a Moisés e aos
profetas, tampouco se deixarão convencer, ainda que ressuscite alguém
dentre os mortos” (Lucas 16:31).
O
que uma pessoa considera prova conclusiva parece irrelevante a outra.
Com base na declaração de Clifford, uma pessoa deve ter evidência
suficiente para mostrar que um fragmento de evidência qualquer é
relevante para a alegação que está sob investigação. Naturalmente, a
evidência que apóia a evidência também deve ser apoiada em evidência
mostrando que ela é relevante. Além do mais, Clifford diz que nós não
devemos crer em nada que se baseie em evidência “insuficiente”; assim,
se ignorarmos o regresso infinito insolúvel mencionado, teremos ainda de
definir que tipo ou quantidade de evidência é suficiente,
o que evidentemente nós também precisamos provar por evidência prévia
suficiente. Mas se “suficiente” não foi ainda definido e confirmado por
evidência prévia suficiente — também indefinida e sem suporte em
evidências prévias suficientes —, nós não podemos, com base no princípio
de Clifford, aceitar a evidência que suporta a sua definição de
“suficiente” em seu princípio.
Se
eu decido crer que há um unicórnio rosa em meu quintal, por qual
autoridade Clifford pode me proibir? Por sua própria autoridade? Por
impor o seu princípio sobre a minha epistemologia? Mas eu rejeito o seu
princípio. O que ele pode fazer então? A menos que Clifford consiga
justificar o seu princípio, posso com a mesma facilidade dizer “É sempre
correto a qualquer pessoa, não importa onde, crer em qualquer coisa sem evidência suficiente” — e de fato eu não teria evidência suficiente para justificar essa declaração!
Por
outro lado, Jesus diz que a palavra de Deus é a verdade (João 17:17).
Porque Deus é a autoridade moral última, ele tem o direito exclusivo de
definir o certo e o errado, e porque ele exige que creiamos na verdade,
que é a sua palavra, torna-se moralmente correto crer na Escritura e
moralmente incorreto não crer nela. Além disso, Deus pode e de fato
impõe seus preceitos e ordens a todas as pessoas, e resistir-lhe é
arriscar-se à condenação eterna. Portanto, ele tem o direito de exigir
crença na verdade e tem o poder de forçar essa exigência. O cristianismo
é justificado pela autoridade de Deus, e nenhuma autoridade é anterior
ou mais alta do que ele. Na minha cosmovisão o Deus todo-poderoso força o
princípio epistemológico que ele determina, mas Clifford pode
tão-somente desejar que aceitemos o seu princípio autorefutável.[2]
Qual
é a natureza da evidência relevante e aceitável? É racionalista ou
empírica? Se é racionalista, como nós sabemos que ela não é arbitrária?
Qual evidência temos de que a evidência deveria ser racionalista? E que
tipo de evidência seria legítima para nos mostrar que a evidência
deveria ser racionalista? Se a evidência é empírica, é também indutiva, e
se é indutiva, para que Clifford prove o seu princípio, deve usá-lo
para verificar cada proposição possível de ser concebida por uma mente
onisciente a fim de poder afirmar esse princípio sem ser falacioso. Mas
se ele não mostrou que o seu princípio é correto debaixo do seu próprio
critério, então como ele pode verificar qualquer proposição por esse
mesmo princípio? Assim, o princípio de Clifford destrói a si mesmo por
gerar um loop lógico viciosamente circular.
Portanto,
mesmo antes de apelar à autoridade bíblica, demonstramos que o
princípio de Clifford é mal-sucedido ao tentar representar a essência da
racionalidade e do juízo confiável. De fato ele é sem sentido; é um
completo absurdo. Em contraste, a epistemologia revelacional do
cristianismo aceita as proposições infalivelmente dadas pelo Deus
onisciente e todo-poderoso. Nenhuma outra religião ou filosofia pode de
forma legítima fazer a mesma afirmação, nem mesmo o islamismo. Ao
contrário do que supõem algumas pessoas, o conceito de Deus do islamismo
é muito diferente do conceito do cristianismo. De fato, o conceito de
Deus do islamismo é tal que se uma pessoa extraísse dele suas
implicações necessárias, faria Deus incompreensível. Como lembra um
autor, “Se pelo menos pensarem profundamente, descobrirão que são
incapazes de conhecer a Deus… Portanto, o islamismo leva ao
agnosticismo”.[3] É claro, os não cristãos não pensam com profundidade.
Em todo o caso, se o conceito de Deus do islamismo torna Deus
incompreensível, os aderentes do islamismo não poderiam ter qualquer
concepção de Deus em primeiro lugar, e a menos que esta declaração seja
refutada, ela sozinha demonstra que o islamismo é autocontraditório e,
portanto, autodestrutivo.[4] Outras religiões afirmam um deus ou deuses
finitos. Além de chamarmos atenção ao fato das literaturas relevantes
mostrarem deuses politeístas frequentemente discutindo e lutando entre
si, como esses deuses finitos sabem o que sabem? Eles se defrontam com o
mesmo problema que Clifford é incapaz de resolver.
Somente
o conceito cristão de Deus, conforme revelado pelo próprio Deus na
Escritura, é consistente com um Deus que possui todo e qualquer
conhecimento e ao mesmo tempo torna o conhecimento possível ao homem. Em
Deus habitam “todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento”
(Colossenses 2:3). Visto que Deus possui todo o conhecimento, ele não
depende de alguém maior — não existe alguém maior — para justificar o
seu conhecimento. Sua soberania absoluta implica que ele deseja o que
sabe, sabe o que deseja e que não pode haver erro em seu
conhecimento.[5] Ao mesmo tempo, “as coisas reveladas pertencem a nós e
aos nossos filhos para sempre” nas palavras da Escritura (Deuteronômio
29:29), e assim, também temos conhecimento. Deus possui todo o
conhecimento — seu conhecimento consiste do que ele deseja —, e o nosso
conhecimento consiste do que ele deseja revelar.
Por
outro lado, visto que as religiões e filosofias não cristãs não podem
fornecer uma epistemologia adequada e defensável — para não dizer
infalível —, não pode haver de fato conhecimento se tivermos como base o
pensamento não cristão. Se os sistemas de pensamento não cristãos não
podem fornecer um fundamento para o conhecimento — se eles não podem
conhecer alguma coisa, seja o que for —, não podem nem mesmo originar ou
produzir algum conteúdo. Se eles não podem originar ou ter algum
conteúdo, não podem apresentar qualquer desafio ao cristianismo. Sem uma
epistemologia adequada e defensável — e mesmo infalível —, permanece
que nenhuma proposição inteligível pode ser articulada a partir de
cosmovisões não cristãs, sem falar em objeções à fé cristã.
Algumas
pessoas podem interpretar mal o que foi dito, a ponto de assumir que o
cristianismo rejeita o uso de evidência ou não possui evidência para
embasar suas reivindicações. Mas não é isso o que se quer dizer; antes, o
que dissemos é que uma pessoa como Clifford não pode propor um desafio
coerente e inteligível ao cristianismo com base no raciocínio a partir
da evidência. Talvez ela não consiga sustentar o princípio pelo qual
busca controlar o uso da evidência. Talvez ela tenha uma definição de
evidência, mas não pode sustentá-la. Ou talvez ela não consiga oferecer
qualquer definição de evidência. Quando um não cristão diz que rejeita o
cristianismo pelo fato da evidência a seu favor ser insuficiente, não
sabe o que está dizendo; sua objeção é ininteligível. Do mesmo modo,
quando ele exige evidência para a fé cristã, não sabe o que está
perguntando. A partir da sua cosmovisão, a exigência — e de fato
qualquer declaração que ele faz — é um completo absurdo.
Entretanto,
um estudo da apologética clássica ou evidencialista mostrará que mesmo
debaixo de pressuposições não cristãs o cristianismo é a cosmovisão
superior.[6] Isto é, mesmo que aceitemos os princípios de verificação
assumidos por muitos incrédulos, a fé cristã ainda deve triunfar no
debate.
Ora,
porque todos os primeiros princípios não cristãos são injustificados e
falsos, quando o cristão argumenta pela sua fé a partir dessas
pressuposições, está apenas numa argumentação ad hominem. Por ad hominem não nos referimos à falácia do ataque pessoal irrelevante. Em vez disso, essa forma de argumento ad hominem
assume premissas acolhidas pelo oponente e a partir delas validamente
deduz conclusões que contradizem sua posição ou que seriam
inconvenientes ou repulsivas a ele.[7] Usando as próprias premissas do
não cristão, o apologista cristão deduz conclusões que favorecem a
cosmovisão bíblica e refutam a cosmovisão não bíblica.
No entanto uma vez que todas as premissas não cristãs são injustificadas e falsas, os argumentos ad hominem
baseados nessas premissas não provam a posição do cristão, apenas
destroem a posição do oponente. Por exemplo, muito embora eu tenha
mostrado em outro lugar que as pressuposições e metodologias das
investigações científicas tornam impossível descobrirmos qualquer coisa
sobre a realidade em primeiro lugar,[8] existem de fato argumentos
científicos a favor da posição cristã que ajudam a silenciar e refutar
as objeções que os incrédulos fazem à cosmovisão bíblica.
Com
base nas pressuposições científicas o cristão pode argumentar com
sucesso que é mais racional afirmar que o universo foi feito por um
criador onipotente e inteligente. Mesmo assim, visto que a ciência é
sempre experimental e incapaz de descobrir qualquer verdade, não se pode
elaborar a partir dela uma posição favorável ao cristianismo ou a
qualquer outra cosmovisão. Isto é, mesmo que a ciência mostre que o
cristianismo é verdadeiro, não há como provar que a ciência pode por si
mesma descobrir a verdade; antes, falácias lógicas permeiam todos os
processos científicos a ponto da ciência jamais poder descobrir a
verdade sobre o que quer que seja. Ou seja, se tornamos a plausibilidade
científica o padrão da verdade, podemos mostrar que o cristianismo é
superior, mas a plausibilidade científica não deveria ser assumida como o
padrão da verdade.
Consideraremos
mais um exemplo de como o uso da evidência apóia as reivindicações
bíblicas, apesar das pressuposições não cristãs não poderem nem mesmo
definir evidência ou dar-lhe sentido. O historiador C. Behan McCullagh
escreve que a melhor explicação sobre um corpo de fatos históricos deve
satisfazer os seis requerimentos a seguir:
1. Ela deve ter um grande escopo explicativo.
2. Ela deve ter um grande poder explicativo.
3. Ela deve ser plausível.
4. Ela não é improvisada ou inventada.
5. Ela está de acordo com crenças aceitas.
6. Ela sobrepuja em ampla medida qualquer uma das teorias rivais em satisfazer as condições anteriores.[9]
William
Lane Craig argumenta que a proposição “Deus levantou Jesus dos mortos”
preenche esses requisitos.[10] Os detalhes do seu argumento não são
importantes aqui. Caso o seu argumento seja bem sucedido, parecerá
apoiar reivindicações bíblicas acerca da ressurreição de Cristo, além de
refutar as objeções dos incrédulos. No entanto seria justo perguntarmos
se esses testes são confiáveis e se uma explicação que satisfaça essas
condições é de fato verdadeira. Em primeiro lugar, por qual autoridade
McCullagh lista e impõe esses testes sobre todas as explicações
históricas?
Com
base nesses testes, o argumento de Craig não pode ser considerado uma
prova conclusiva da ressurreição de Cristo, pois os próprios testes não
foram conclusivamente justificados. Porém se o argumento de Craig for
realmente bem sucedido em defender a ressurreição de Cristo com base nesses testes, seu argumento será no mínimo um ad hominem
que refuta todas as objeções à ressurreição de Cristo com base nesses
princípios não bíblicos. Assim, a partir dos princípios do historiador
não podemos provar conclusivamente nada sobre um evento histórico,
incluindo a ressurreição. Mas ao mesmo tempo, com base nesses mesmos
princípios, não é possível haver qualquer argumento bom contra a
ressurreição. Todavia, se o argumento de Craig consegue passar por esses
testes, uma pessoa que adotasse os testes como critério de veracidade
para questões históricas deveria chegar à crença de que Deus levantou
Jesus dos mortos.
Porém
visto que todas as cosmovisões não cristãs (incluindo todas as
filosofias e religiões não cristãs) estão desprovidas de qualquer
justificativa última,[11] não há realmente nada que as impeça de cair no
completo ceticismo; mas a pessoa não pode permanecer cética, pois o
ceticismo é autodestrutivo — é autocontraditório afirmar que nós sabemos
que não podemos saber. Somente o cristianismo salva o intelecto do
ceticismo absoluto; assim, ao invés de depender de um fundamento não
cristão para desenvolver uma defesa da cosmovisão bíblica, o cristão
adota a epistemologia revelacional da infalibilidade bíblica.
Não
é que os cristãos evitem ou rejeitem o uso de evidência — o problema é
que as teorias não cristãs de evidência são defeituosas. Porque as
teorias não cristãs de evidência são um completo absurdo e tornam tudo
um completo absurdo, quando não cristãos exigem evidência dos cristãos,
não sabem o que estão pedindo. A menos que a pessoa assegure
inteligibilidade através das pressuposições adequadas, sua demanda por
evidência é absurda e não pode ser logicamente entendida.
__________
1. Realizado na Universidade da Califórnia (Irvine); Covenant Media Foundation, 1985.
2. É claro, Clifford tenta
justificar o seu princípio no ensaio, mas o meu argumento é que, não
obstante, ele é mal-sucedido em responder as perguntas e objeções que eu
proponho aqui.
3. Norman L. Geisler, Enciclopédia de Apologética. São Paulo, SP: Editora Vida, 2002, p. 437.
4.
Evidentemente, se o nosso propósito específico fosse demonstrar o
absurdo do islamismo, deveríamos argumentar de forma mais detalhada,
citando as fontes relevantes.
5. Ou seja, a vontade de Deus determina tudo, e porque ele sabe perfeitamente tudo o que determina, também conhece tudo.
6. Veja Vincent Cheung, Evidential Apologetics.
7. Isto é, um reductio ad absurdum.
8. Veja Vincent Cheung, Presuppositional Confrontations.
9. C. Behan McCullagh, Justifying Historical Descriptions; Cambridge: Cambridge University Press, 1984; p. 19.
10. William Lane Craig, God, Are You There?; Norcross, Georgia: Ravi Zacharias International Ministries, 1999; p. 48.
11.
Diversos pontos na minha apresentação tornam necessário que eu faça
certas afirmações que vou justificar mais adequadamente em outro lugar.
Por exemplo, eu discutirei o ponto em questão no restante deste e no
próximo capítulo. Assim, se você estiver perplexo ou inseguro sobre um
certo ponto, uma porção mais adiante no capítulo ou no livro deve
esclarecê-lo.